A campanha “Chega de Furar. É Hora de Cuidar”, lançada pela Rede de Trabalho Amazônico – GTA, nasce como uma resposta política, popular e amazônica ao avanço da exploração de petróleo e gás na região. Ela é também uma reação direta ao imaginário fóssil sintetizado na frase de Donald Trump, “drill, baby, drill”, retomada como símbolo de uma política energética baseada em perfurar mais, extrair mais e queimar mais combustíveis fósseis, mesmo diante da emergência climática.
No Brasil, essa mesma lógica apareceu de forma escandalosa quando a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, foi criticada por usar a expressão “Drill, baby, drill!” ao tratar da exploração de petróleo na Margem Equatorial, região próxima à Foz do Amazonas. A fala gerou reação de ambientalistas justamente por associar a Amazônia a uma corrida petrolífera incompatível com a crise climática e com a defesa dos territórios.
A frase foi repetida por Trump em seu discurso de posse, quando afirmou: “We will drill, baby, drill”, associando seu governo à expansão da produção fóssil.
No Brasil, essa mesma lógica apareceu de forma escandalosa quando a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, foi criticada por usar a expressão “Drill, baby, drill!” ao tratar da exploração de petróleo na Margem Equatorial, região próxima à Foz do Amazonas. A fala gerou reação de ambientalistas justamente por associar a Amazônia a uma corrida petrolífera incompatível com a crise climática e com a defesa dos territórios.
A força da campanha está em sua presença territorial. Ela acontece no Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão, estados diretamente atravessados por projetos, discursos e ameaças ligados à expansão da indústria fóssil.
No Amazonas, o debate se conecta à exploração de gás, aos impactos sobre sítios arqueológicos, às comunidades de Silves, Itapiranga e Coari e à denúncia de que a transição energética não pode ser construída sobre novas zonas de sacrifício.
No Amapá e no Pará, a campanha enfrenta o avanço da exploração na Foz do Amazonas e os riscos sobre a costa, os manguezais, a pesca artesanal e a Ilha do Marajó.
No Maranhão, amplia o debate sobre justiça climática, energia e defesa dos territórios tradicionais.
As atividades divulgadas pela Rede GTA mostram que a campanha não é apenas uma peça de comunicação, mas um processo de formação política e mobilização social.
Nas redes sociais, o GTA tem apresentado oficinas, expedições, reuniões com comunidades, ações de comunicação e participação em espaços internacionais, como a Conferência por Territórios Livres de Fósseis, em Santa Marta, na Colômbia.
A campanha também aparece associada à expedição “25 Anos: Feridas e Resistência”, construída com pesquisadores e coletivos parceiros, fortalecendo a denúncia contra a exploração fóssil e dando visibilidade às vozes dos territórios.