Rede GTA fortalece alianças em São Luís para ampliar a defesa dos territórios e enfrentar a expansão dos combustíveis fósseis

Encontro reuniu organizações e movimentos sociais para fortalecer estratégias conjuntas em defesa dos territórios, da justiça climática e da campanha “Chega de Furar. É Hora de Cuidar.”

A construção de uma Amazônia justa, viva e livre da lógica predatória dos combustíveis fósseis passa pelo fortalecimento das organizações populares e dos movimentos que resistem diariamente em defesa dos territórios. Com esse compromisso, a Rede de Trabalho Amazônico (GTA) participou, no dia 9 de junho, em São Luís (MA), de uma importante agenda de articulação com organizações da sociedade civil que atuam na defesa socioambiental e dos direitos das comunidades tradicionais.

O encontro foi realizado na sede da Associação Maranhense para a Conservação da Natureza (AMAVIDA), organização com mais de três décadas de atuação na pauta ambiental e responsável por reunir representantes de diferentes movimentos, coletivos e instituições comprometidos com a justiça socioambiental. Participaram da atividade representantes da AMAVIDA, TIJUPÁ, ANA (Articulação Nacional de Agroecologia), Instituto Awá, MAM, APIRA, IPDA e outras organizações parceiras.

A Rede GTA esteve representada por Mayron Borges, coordenador de Comunicação e Comunidades da Rede GTA e presidente do Fórum Carajás, e por Adilson Vieira, coordenador de Articulação e Parcerias da Rede GTA e integrante do IPDA.

Durante a reunião, as organizações compartilharam análises sobre os desafios enfrentados pelos povos e comunidades tradicionais diante do avanço de grandes empreendimentos sobre os territórios amazônicos. Também foram debatidas estratégias de incidência política, fortalecimento das redes de solidariedade e ações conjuntas para ampliar a defesa dos direitos territoriais e ambientais.

Entre os temas centrais da agenda esteve a campanha “Chega de Furar. É Hora de Cuidar.”, iniciativa da Rede GTA que denuncia os impactos da exploração de petróleo e gás sobre a Amazônia e propõe um debate público sobre a necessidade de uma transição energética justa, baseada na proteção dos territórios, na valorização dos povos da floresta e em alternativas sustentáveis para o futuro da região.

No período da tarde, a delegação da Rede GTA foi recebida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Solar Cultural da Terra Maria Firmina. Em diálogo com Jonas Borges, dirigente do movimento, foram discutidas perspectivas de cooperação, futuras atividades conjuntas e processos de mobilização social que deverão ser realizados em São Luís nos próximos meses.

A agenda reforçou a importância da unidade entre organizações populares, movimentos sociais e comunidades tradicionais na construção de respostas coletivas aos desafios impostos pelo avanço do modelo predatório de desenvolvimento na Amazônia. Mais do que uma reunião institucional, o encontro reafirmou o compromisso das organizações presentes com a defesa dos territórios, da soberania dos povos e da justiça climática.

Após a atividade, a comitiva visitou o Armazém do Campo, espaço organizado pelo MST para comercialização da produção da agricultura familiar e camponesa. A visita destacou a importância da agroecologia, da economia solidária e dos circuitos locais de comercialização como alternativas concretas para a geração de renda, a segurança alimentar e a construção de um modelo de desenvolvimento comprometido com a vida.

Fotos: João Paulo Guimarães

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